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Ciência

Compostos com biografia.

Três fungos medicinais pesquisados há décadas. Dois compostos com literatura consolidada. Nenhuma afirmação que não apareça em algum paper. Esta página documenta o que está publicado: bioativo, mecanismo, referência e link. Você verifica.

01 · A linha

Cinco compostos. Cada um, sua história.

Da identificação do bioativo ao formato no frasco. Sem invenção no caminho.

S–01
SYNESIS™
Juba de Leão
Hericium erinaceus
Bioativos: erinacinas (micélio)
Uso tradicional: medicina chinesa e japonesa, registros desde o século XIV
Forma AIROS: extrato hidroalcoólico padronizado

Hericenonas isoladas em 1991 (corpo frutífero) e erinacinas em 1994 (micélio). Investigados na literatura por estimular a síntese de NGF e BDNF — fatores neurotróficos documentados em neurobiologia. Mecanismo descrito via ativação das vias PI3K/AKT/mTOR e MAPK/ERK.

Ensaio clínico randomizado duplo-cego, 12 semanas, publicado em Biomedical Research (Saitsu et al., 2019). Centenas de estudos no PubMed.

S–02
SOMA™
Reishi
Ganoderma lucidum
Bioativos: polissacarídeos de alta massa molecular (beta-glucanos, RGLP-1, GLP-1b) + triterpenoides (ácidos ganodéricos)
Uso tradicional: medicina tradicional chinesa e japonesa há mais de 2.000 anos, conhecido como Lingzhi (CH) e Reishi (JP)
Forma AIROS: extrato hidroalcoólico padronizado

Dois milênios de uso documentado na medicina tradicional chinesa e japonesa como Lingzhi/Reishi. Pesquisa moderna identificou dois grupos principais de bioativos: polissacarídeos de alta massa molecular, investigados por atividade imunomoduladora via receptor TLR4/NF-κB/MAPK, e triterpenoides com perfil antioxidante e anti-inflamatório documentado.

Modulação de microbiota intestinal descrita em modelo de imunossupressão (Wu et al., 2025, Carbohydrate Polymers). Mais de 600 estudos no PubMed.

S–03
ERGON™
Cordyceps
Cordyceps militaris
Bioativos: cordicepina (3'-desoxiadenosina), polissacarídeos
Uso tradicional: medicina tibetana e chinesa
Forma AIROS: extrato hidroalcoólico padronizado, base micelial cultivada

A cordicepina (3'-desoxiadenosina) foi isolada em 1950: um dos primeiros bioativos identificados em fungos. Investigada no eixo Keap1/Nrf2/HO-1 e em parâmetros de capacidade aeróbica.

Ensaio clínico randomizado duplo-cego, 3 semanas: melhora em VO₂max documentada no Journal of Dietary Supplements (Hirsch et al., 2016). Revisão narrativa de 5 estudos humanos (n=321) publicada em Nutrients (2026). Mais de 200 estudos no PubMed.

S–04
DYNAMIS™
Pré-atividade sem cafeína
Pó solúvel · 300g · dose 8g
Beta-alanina: 2g por dose
Taurina: 1g por dose
L-Arginina: 1g por dose
Creatina monohidratada: 1g por dose
Clean label: zero açúcar · zero carboidratos · zero calorias · sem cafeína · sem glúten

Beta-alanina (2g): substrato para síntese de carnosina muscular. Estudo seminal documentou aumento de +47% em sóleo e +37% em gastrocnêmio após 4 semanas (Derave et al., 2007, 346 citações, Journal of Applied Physiology). Carnosina atua como tampão de íons H⁺ acumulados durante esforço intenso. Meta-análise de 18 estudos (Georgiou et al., 2024): effect size 0,39 vs. placebo em esforços máximos de 4–10 min. Mais de 200 estudos no PubMed. Nota: formigamento transitório (parestesia) pode ocorrer nas primeiras semanas — resposta fisiológica ao aumento de carnosina, inofensiva.

L-Arginina (1g): precursor direto de síntese de óxido nítrico (NO) via eNOS (óxido nítrico sintase endotelial). Documentada em literatura por suporte à vasodilatação e entrega vascular durante o esforço. Mais de 100 estudos no PubMed.

Taurina (1g): osmólito intracelular presente em alta concentração no músculo esquelético. Investigada por suporte antioxidante, estabilidade de membrana e redução de marcadores de dano oxidativo em contexto de exercício.

Creatina monohidratada (1g): regeneração de ATP via sistema fosfocreatina durante estímulos curtos de alta intensidade. Um dos compostos mais estudados em nutrição esportiva — mais de 300 ensaios randomizados publicados.

S–05
KRATOS™
Creatina monohidratada
Pó puro · 300g · dose 3g (3.000mg)
Creatina monohidratada: 3.000mg por dose
Uso documentado: mais de 30 anos · mais de 300 RCTs publicados
Forma AIROS: pó puro, sem adoçantes, sem aromas, sem glúten

A International Society of Sports Nutrition descreve a creatina monohidratada como o ingrediente ergogênico mais extensivamente estudado da literatura, com mais de 300 ensaios randomizados controlados publicados. Revisão sistemática 2025 (49 estudos, Michalska et al.): melhora consistente em força e massa magra independente de idade, gênero ou protocolo de dosagem. Loading não é necessário. Monohidratada supera formas alternativas em todos os desfechos medidos.

Além do eixo muscular, a literatura documenta aumento de creatina cerebral em 9–15% com suplementação oral. RCT duplo-cego (Turner et al., 2015, 126 citações, Journal of Neuroscience): restauração da capacidade atencional em déficit energético agudo e aumento de excitabilidade corticomotora. RCT 6 semanas com 10g/dia (Chun et al., 2025, J Int Soc Sports Nutrition): melhora em tempo de reação e controle executivo (Stroop test). Dose contínua, sem fase de loading necessária.

02 · O mecanismo

O caminho entre o composto e a resposta documentada.

Não é a conclusão que importa: é o caminho descrito na literatura entre o bioativo e a resposta que os pesquisadores mediram.

NGF · BDNF · Neuroplasticidade S–01 · SYNESIS™ · Hericium erinaceus

Erinacinas estimulam a síntese de NGF e BDNF via ativação das vias PI3K/AKT/mTOR e MAPK/ERK, convergindo no fator de transcrição CREB. Associados a sobrevivência neuronal, crescimento de neuritos e plasticidade sináptica em modelos pré-clínicos.

Referências:
Ma et al., 2010 · 141 citações · Mycology
Szućko-Kociuba et al., 2023 · 70 citações · IJMS
Cipriano et al., 2026 · IJMS
TLR4 · NF-κB · Imunomodulação S–02 · SOMA™ · Ganoderma lucidum

Polissacarídeos de alta massa molecular ativam macrófagos via receptor TLR4, com sinalização downstream por NF-κB e MAPK. Triterpenoides com atividade antioxidante e anti-inflamatória documentada. Em modelo de imunossupressão: restauração de homeostase imune, normalização do ratio CD4/CD8 e modulação de microbiota intestinal.

Referências:
Liu et al., 2022 · 60 citações · Frontiers in Nutrition
Wu et al., 2025 · 33 citações · Carbohydrate Polymers
Cardinali et al., 2023 · 76 citações · Foods
Nrf2 · VO₂max · Sustentação aeróbica S–03 · ERGON™ · Cordyceps militaris

Cordicepina atua no eixo Keap1/Nrf2/HO-1: aumento de glicogênio muscular e hepático, redução de marcadores de dano (CK, BUN, lactato) e aumento de SOD. Regula miogênese via ERK1/2 MAPK com preservação de ATP e função mitocondrial. Ensaio clínico duplo-cego, 3 semanas: VO₂max +4,8 ml/kg/min vs. +0,9 placebo (p=0,042).

Referências:
Hirsch et al., 2016 · 29 citações · Journal of Dietary Supplements
Cheng et al., 2025 · 9 citações · Scientific Reports
Cheng et al., 2023 · 13 citações · Biomedicine & Pharmacotherapy
NO · Carnosina · Taurina · PCr S–04 · DYNAMIS™ · Ativação sem cafeína

Quatro mecanismos independentes de estimulantes. L-Arginina: precursor direto de NO via eNOS → vasodilatação → maior entrega vascular durante o esforço. Beta-alanina: substrato para síntese de carnosina muscular → tamponamento de H⁺ → menor declínio contrátil em esforços de alta intensidade. Taurina: osmólito intracelular → estabilidade de membrana muscular e suporte antioxidante. Creatina (1g): regeneração de ATP via PCr → sustentação de potência em estímulos curtos. Todos os quatro investigados em literatura revisada por pares, sem cafeína.

Referências:
Derave et al., 2007 · 346 citações · Journal of Applied Physiology
Georgiou et al., 2024 · 11 citações · Int J Sport Nutrition and Exercise Metabolism
L-Arginina → NO: múltiplos estudos, PubMed
PCr · ATP · Sustentação muscular e cerebral S–05 · KRATOS™ · Creatina monohidratada

Creatina atua no sistema ATP-PCr: regenera trifosfato de adenosina via fosfocreatina durante esforços de alta intensidade. No músculo: mais força, mais massa, recuperação acelerada, documentado em mais de 300 RCTs. No cérebro: suplementação oral eleva creatina cerebral em 9–15%. RCT duplo-cego (Turner et al., 2015): restauração de capacidade atencional e aumento de excitabilidade corticomotora durante hipóxia celular aguda. RCT 6 semanas com 10g/dia (Chun et al., 2025): melhora em tempo de reação e controle executivo.

Referências:
Turner et al., 2015 · 126 citações · Journal of Neuroscience
Chun et al., 2025 · J Int Soc Sports Nutrition
Michalska et al., 2025 · Int J Innovative Technologies in Social Science

Conteúdo informativo. Não substitui orientação médica. Os compostos AIROS™ não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir doenças.

Não consumir se gestante, lactante ou criança. Em caso de uso de medicamentos ou condição de saúde preexistente, consultar profissional antes do uso.

As referências externas linkam para bases públicas: PubMed, Journal of Dietary Supplements, Nutrients, International Journal of Molecular Sciences, Carbohydrate Polymers, Foods. A AIROS™ não financia nem influencia a literatura citada. As referências documentam a trajetória científica dos compostos, não são promessa de efeito específico de uso individual.